terça-feira, 27 de abril de 2010

Depois de uma ligação...

Colhemos o que plantamos?
Plantamos sentimentos das pessoas? Ou nós cativamos? Criamos?
Ou simplesmente eles estão ali? Nascem e crescem?

Escondendo-me nas minhas dores, acabei não percebendo o quão distante tenho ficado de mim, da minha vida louca, dessa passagem desenfreada que não me da o direito de perceber o quanto as cores mudam, o quanto o tempo passa, as pessoas se afastam... Distante trancada num emocional abalado pelas pancadas de dores causadas por amor. Trancada num mundo real, de quatro paredes e algumas escadas. Isolada de afeto familiar, isolada de afeto maternal...
Sem perceber que a distancia de horas em tempo espaço, se tornaram anos luz sentimentalmente. Tanto a ponto de esquecer que existe o mesmo sangue correntes em dois corpos diferentes.
O amor de um seio que é responsável pela sobrevivência de um ser, laço de uma vida, que se desfez em poucos anos... Ligação de 9 meses, de umbigo pra umbigo, multiplicando inúmeras células, milagre divino, nascimento, luz, ensinamentos, beijos, carinhos, repreensões, sacrifícios, felicidades, RAzÃO.
Tempo dispersando valores de duas vidas das mesmas fontes.
Estendo minhas mãos, estou tão longe de você. Te vejo perto, muito perto. Quero achar o primeiro erro cometido, que te fez avançar mais um passo pra longe, quero encontrar a primeira palavra mal dirigida que te fez desviar seu olhar de mim, quero saber qual foi a primeira vez que você se orgulhou de mim, para que eu possa voltar no tempo e tentar me lembrar do seu sorriso de aprovação. Mas eu me esqueço que o tempo não para, só me vejo muito além do que meus braços podem alcançar...
Eu não fiz nada pra cultivar esse amor, porque eu achei que era incondicional como me disseram, porque eu achei que em você eu teria meu porto seguro, como todo mundo diz que tem... Ou eu sou muito frágil que você me fez caminhar só para aprender a não cometer os erros que eu ainda insisto em cometer.
Tento me lembrar da ultima vez que senti sua segurança, sua mão na minha me levando pra qualquer lugar que não me importava onde, eu só queria sentir sua mão na minha... Mas eu esqueço que o tempo passa!
E eu não consigo perceber onde foi que eu deixei de ir com você, onde que de principal você virou coadjuvante.... Onde eu não cultivei o seu amor, se é que isso era preciso...Eu sinto que perdi você tento você por perto, e a pior dor que eu poderia sentir, era perceber isso...
Desabo por algumas horas, sinto que me falta ar, me falta a sua essência. Tento senti-la para que eu possa me acalmar.Pedindo perdão aos céus por ter sido tão distraída, seca, covarde... Mas me calo novamente, e o tempo gasta os meus dias, vou mais adiante, distante de você, do meu maior amor, meu mundinho, meu vazio, meu sonho, pesadelo.... Mãe!

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