Colhemos o que plantamos?
Plantamos sentimentos das pessoas? Ou nós cativamos? Criamos?
Ou simplesmente eles estão ali? Nascem e crescem?
Escondendo-me nas minhas dores, acabei não percebendo o quão distante tenho ficado de mim, da minha vida louca, dessa passagem desenfreada que não me da o direito de perceber o quanto as cores mudam, o quanto o tempo passa, as pessoas se afastam... Distante trancada num emocional abalado pelas pancadas de dores causadas por amor. Trancada num mundo real, de quatro paredes e algumas escadas. Isolada de afeto familiar, isolada de afeto maternal...
Sem perceber que a distancia de horas em tempo espaço, se tornaram anos luz sentimentalmente. Tanto a ponto de esquecer que existe o mesmo sangue correntes em dois corpos diferentes.
O amor de um seio que é responsável pela sobrevivência de um ser, laço de uma vida, que se desfez em poucos anos... Ligação de 9 meses, de umbigo pra umbigo, multiplicando inúmeras células, milagre divino, nascimento, luz, ensinamentos, beijos, carinhos, repreensões, sacrifícios, felicidades, RAzÃO.
Tempo dispersando valores de duas vidas das mesmas fontes.
Estendo minhas mãos, estou tão longe de você. Te vejo perto, muito perto. Quero achar o primeiro erro cometido, que te fez avançar mais um passo pra longe, quero encontrar a primeira palavra mal dirigida que te fez desviar seu olhar de mim, quero saber qual foi a primeira vez que você se orgulhou de mim, para que eu possa voltar no tempo e tentar me lembrar do seu sorriso de aprovação. Mas eu me esqueço que o tempo não para, só me vejo muito além do que meus braços podem alcançar...
Eu não fiz nada pra cultivar esse amor, porque eu achei que era incondicional como me disseram, porque eu achei que em você eu teria meu porto seguro, como todo mundo diz que tem... Ou eu sou muito frágil que você me fez caminhar só para aprender a não cometer os erros que eu ainda insisto em cometer.
Tento me lembrar da ultima vez que senti sua segurança, sua mão na minha me levando pra qualquer lugar que não me importava onde, eu só queria sentir sua mão na minha... Mas eu esqueço que o tempo passa!
E eu não consigo perceber onde foi que eu deixei de ir com você, onde que de principal você virou coadjuvante.... Onde eu não cultivei o seu amor, se é que isso era preciso...Eu sinto que perdi você tento você por perto, e a pior dor que eu poderia sentir, era perceber isso...
Desabo por algumas horas, sinto que me falta ar, me falta a sua essência. Tento senti-la para que eu possa me acalmar.Pedindo perdão aos céus por ter sido tão distraída, seca, covarde... Mas me calo novamente, e o tempo gasta os meus dias, vou mais adiante, distante de você, do meu maior amor, meu mundinho, meu vazio, meu sonho, pesadelo.... Mãe!
terça-feira, 27 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Coisas do caderno...
Da vontade de voltar no tempo em que não havia motivos para preocupação, e a vida me obriga, a saber, que esse tempo não volta...
Eu não sei onde erro me pergunto sempre: será que as pessoas sabem onde erram? De onde vêm os erros então?
É tão fácil apontar onde o outro erra, é tão difícil perceber onde se erra... Eu tenho que sair de mim pra poder saber onde eu erro, e eu sei onde isso começa, mas às vezes eu saio tanto de mim, que nem me conheço mais... Eu to me procurando... To me estudando, sem progresso. Parece que cada dia que me procuro menos conheço de mim, e eu tento aprender... quem sou eu e o que eu vim fazer aqui? Porque nesse mundo? Essa vida?
Eu fico sem rumo, sempre me perco, será que tudo mundo é assim? Até onde as pessoas se conhecem? Entendem-se, e são generosas consigo ou se ferem, ou se julgam se obrigam, a saber, ou não querem saber...
Pra onde vão meus sonhos quando eu fracasso com eles? O que eles fazem quando vão pro ralo, onde eu os coloco?
Eu to cansada de tentar sem conseguir, tentar e voltar pro ponto de onde vim...
É difícil aceitar criticas quanto mais não poder fazê-las. Porque eu sei que se elas saem de minha boca, elas voltam mais agressivas do que nunca. E aí pergunto novamente... Será que eu sou agressiva? Todo mundo é igual? Nossos erros e acertos estão juntos, mas nunca sabemos por onde começar, aonde eles vem e vão, o que eles provocam ou não....
To sem saida, sem dinheiro, e tenho amor... Amor? De que vale amor? O que sou eu sem dinheiro? Como posso aceitar morar nesse quadrado? Meus sonhos onde eu os coloco? Porque eu aceito essa dor que a frustração me causa? Porque eu deixo tudo se acomodar do modo que se deseja, sendo que eu não posso querer isso pra mim? Como posso suportar as pessoas assim? Me cobrando? Me julgando.
Ou será que sou eu quem vejo assim? eu quem julgo....?
A saudade do que se foi, ta tudo lá atrás, como me dizem vivo do meu passado, porque eu quero muito que ele volte, mas não posso dar um passo pra trás, por quê?
Não é isso que me dizem pra fazer... Medo das escolhas, dos avisos... me tornei covarde, não amadureci...eu apodreci!
Eu vivi rápido demais, o que teria que aprender foi pro ralo, só ficou saudade, de tudo de errado que eu fiz nessa vida.
E agora quando tento acertar, tudo me parece mais difícil, quando jogo pro alto tudo e saio de mim, saio de tudo e de todos, quando eu vivo a vida que não é minha eu sou feliz, porque eu não sou eu? Porque eu quero que tudo se foda? Ou porque essa seria a minha vida? Ou eu me torturo demais com pensamentos que não deveriam estar comigo? Elaine, o que você sonha pra tua vida? E até onde você vai atrás dos seus sonhos? O que falta pra você se mexer? Cadê sua capacidade? Onde você escondeu sua coragem pra vida? Porque você se esconde de tudo e foge? Quando você se perdeu? Onde você se deixou Elaine? Onde?
Cada dia que passa eu sinto vontade de mudar, de voltar ou sei lá sumir de vez... Avançar demais ir onde eu n consigo voltar, daí eu sentiria saudade de hoje? Ou não... O que eu fiz da minha vida? Como vai ser daqui pra frente? Só vivendo?
Eu não sei onde erro me pergunto sempre: será que as pessoas sabem onde erram? De onde vêm os erros então?
É tão fácil apontar onde o outro erra, é tão difícil perceber onde se erra... Eu tenho que sair de mim pra poder saber onde eu erro, e eu sei onde isso começa, mas às vezes eu saio tanto de mim, que nem me conheço mais... Eu to me procurando... To me estudando, sem progresso. Parece que cada dia que me procuro menos conheço de mim, e eu tento aprender... quem sou eu e o que eu vim fazer aqui? Porque nesse mundo? Essa vida?
Eu fico sem rumo, sempre me perco, será que tudo mundo é assim? Até onde as pessoas se conhecem? Entendem-se, e são generosas consigo ou se ferem, ou se julgam se obrigam, a saber, ou não querem saber...
Pra onde vão meus sonhos quando eu fracasso com eles? O que eles fazem quando vão pro ralo, onde eu os coloco?
Eu to cansada de tentar sem conseguir, tentar e voltar pro ponto de onde vim...
É difícil aceitar criticas quanto mais não poder fazê-las. Porque eu sei que se elas saem de minha boca, elas voltam mais agressivas do que nunca. E aí pergunto novamente... Será que eu sou agressiva? Todo mundo é igual? Nossos erros e acertos estão juntos, mas nunca sabemos por onde começar, aonde eles vem e vão, o que eles provocam ou não....
To sem saida, sem dinheiro, e tenho amor... Amor? De que vale amor? O que sou eu sem dinheiro? Como posso aceitar morar nesse quadrado? Meus sonhos onde eu os coloco? Porque eu aceito essa dor que a frustração me causa? Porque eu deixo tudo se acomodar do modo que se deseja, sendo que eu não posso querer isso pra mim? Como posso suportar as pessoas assim? Me cobrando? Me julgando.
Ou será que sou eu quem vejo assim? eu quem julgo....?
A saudade do que se foi, ta tudo lá atrás, como me dizem vivo do meu passado, porque eu quero muito que ele volte, mas não posso dar um passo pra trás, por quê?
Não é isso que me dizem pra fazer... Medo das escolhas, dos avisos... me tornei covarde, não amadureci...eu apodreci!
Eu vivi rápido demais, o que teria que aprender foi pro ralo, só ficou saudade, de tudo de errado que eu fiz nessa vida.
E agora quando tento acertar, tudo me parece mais difícil, quando jogo pro alto tudo e saio de mim, saio de tudo e de todos, quando eu vivo a vida que não é minha eu sou feliz, porque eu não sou eu? Porque eu quero que tudo se foda? Ou porque essa seria a minha vida? Ou eu me torturo demais com pensamentos que não deveriam estar comigo? Elaine, o que você sonha pra tua vida? E até onde você vai atrás dos seus sonhos? O que falta pra você se mexer? Cadê sua capacidade? Onde você escondeu sua coragem pra vida? Porque você se esconde de tudo e foge? Quando você se perdeu? Onde você se deixou Elaine? Onde?
Cada dia que passa eu sinto vontade de mudar, de voltar ou sei lá sumir de vez... Avançar demais ir onde eu n consigo voltar, daí eu sentiria saudade de hoje? Ou não... O que eu fiz da minha vida? Como vai ser daqui pra frente? Só vivendo?
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