No tempo dos olhos do cachorro
existiam letras e as palavras diziam o tempo.
No tempo dos olhos do cachorro
só existia o tempo;
nem segundos, minutos, nem horas.
No tempo dos olhos do cachorro
existiam letras que formavam palavras
e as palavras não eram para querer dizer
umas coisas estranhas;
as palavras eram as letras que se reuniam
para mostrar o mundo.
O mundo como ele existe nos olhos do cachorro.
O tempo dos olhos do cachorro
é o alfabeto das coisas da fé
do tempo dos olhos do cachorro
são:
o branco dos olhos
a pupila dilatada
o olhar sem direção
a grande íris
e o olhar com direção.
O cachorro
no tempo dos seus olhos
ama os homens e as mulheres
Os homens e as mulheres
quando olhados
no tempo dos olhos do cachorro
São homens e mulheres
amados
pelo cachorro
no tempo dos seus olhos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
S=salvar
Em dias assim
dias a s s i m.
Os dias são só dias.
Faltando poucos dias.
O que fazes de seus dias?
Quantos dias foram seus?
Saudade de cheiros e comidas que não existem.
Hoje está sendo um péssimo dia!
Vai embora.
Voltaa logo...
Meu vídeo game mandou lembranças.
E minha mente anda por lugares que eu não pretendo conhecer.
To esperando por 4 dias.
Ontem sonhei com pessoas que não conhecia, agora eu sei quem são, mas não conheço.
Eu não sei o que estou falando
escrevendo.
dias a s s i m.
Os dias são só dias.
Faltando poucos dias.
O que fazes de seus dias?
Quantos dias foram seus?
Saudade de cheiros e comidas que não existem.
Hoje está sendo um péssimo dia!
Vai embora.
Voltaa logo...
Meu vídeo game mandou lembranças.
E minha mente anda por lugares que eu não pretendo conhecer.
To esperando por 4 dias.
Ontem sonhei com pessoas que não conhecia, agora eu sei quem são, mas não conheço.
Eu não sei o que estou falando
escrevendo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Eu sei quem irá reconhecer essas palavras.
Ao meu ver :É simples querer estar presente para as pessoas que nós amamos, lado a lado, como um encaixe de mãos, tornando tudo muito mais amplo. Como se fossemos a soma, e o resultado fosse só um: nós!
Não falo de pessoas especificas, falo de uma parte que se chama: todo.
Claro sem esquecer, daquelas que tentam se encaixar, em alguma parte desse todo e as vezes até consegue, mas 'o todo' pode se tornar frágil a encaixes forçados, acabamos quebrando alguma peça...perdemos os que tentam. Porém continuo com meus encaixes ilesos, porque não tentaram, ele são! Como se cada parte minha possuísse um imã, onde essas pessoas são naturalmente atraídas por mim... é por isso que eu sou segura.
É por isso que eu não quero prova de amor, e porque eu não acho válido tentar provar.
olhe para os lados, veja quem realmente está presente, sobre todas as coisas, nos encaixes e desencaixes da sua vida, a partir de 6/2/2010, ou 9/11/1987, etc e daqui até o pra sempre amém, enquanto houver sempre...
Somente OLHE ;)
Não falo de pessoas especificas, falo de uma parte que se chama: todo.
Claro sem esquecer, daquelas que tentam se encaixar, em alguma parte desse todo e as vezes até consegue, mas 'o todo' pode se tornar frágil a encaixes forçados, acabamos quebrando alguma peça...perdemos os que tentam. Porém continuo com meus encaixes ilesos, porque não tentaram, ele são! Como se cada parte minha possuísse um imã, onde essas pessoas são naturalmente atraídas por mim... é por isso que eu sou segura.
É por isso que eu não quero prova de amor, e porque eu não acho válido tentar provar.
olhe para os lados, veja quem realmente está presente, sobre todas as coisas, nos encaixes e desencaixes da sua vida, a partir de 6/2/2010, ou 9/11/1987, etc e daqui até o pra sempre amém, enquanto houver sempre...
Somente OLHE ;)
Depois do Começo.
Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim
E depois do começo
O que vier vai começar a ser
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim
E depois do começo
O que vier vai começar a ser
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Compreender também destrói.
Eu não sei explicar minhas atitudes, nem as coisas que sinto. Eu nunca encontro respostas para as perguntas que eu nunca canso de me fazer.
Como é que se explica algo que não se entende?
Eu não sei porque me irrito, nem porque me acalmo. Não sei porque sinto saudade, nem porque me sinto sufocada. Não sei porque eu quero ficar sozinha, e nem porque eu entro em desespero quando sinto sua falta. Eu não sei porque eu brigo sem motivos, e nem porque eu amo sem motivos. Não sei porque tem dias que não aguento de saudade, nem porque enjoo tão fácil. Eu não sei porque eu ignoro e nem porque preciso de atenção. Não sei porque eu não aceito opiniões, e nem porque eu sempre peço e sigo todas elas. Eu não sei porque eu grito, não sei porque eu choro, não sei porque eu dou risada, não sei porque eu fujo, não sei porque eu sou carente, não sei porque sou auto-suficiente, não sei porque eu sou grossa, não sei porque sou frágil.... Eu não sei porque eu tenho tanto pânico de dormir quando não estou em casa, não sei porque durmo tão bem mesmo quando estou sozinha na minha cama, na minha casa. Não sei porque eu sinto falta dos meus amigos, não sei porque eu me afastei tanto deles. Eu não sei porque eu fui morar em Goiás, nem porque voltei de lá. Eu não sei porque eu fui pra Manaus, não sei porque eu voltei de lá, não sei porque eu sinto falta de tudo que deixei vivo por lá, não sei porque tudo morreu e não sei porque eu não fiz questão de replantar. Eu não sei porque não consigo dizer eu te amo pra minha mãe, não sei porque não dou espaço pra ela dizer. Eu não sei porque sinto ciumes e escondo tanto, não sei porque eu quase me mato quando tenho medo de perder pra alguém. Não sei porque eu tenho fé, não sei porque não confio. Não sei porque trabalho com isso, nem porque quando faço meu trabalho me sinto super feliz. Eu não sei porque choro de saudade das asas da minha mãe, não entendo meu desespero de não querer voltar pra lá. Não sei porque falo com tanta raiva da minha irmã as vezes, e mato e morro por ela sempre. Não sei porque passei 5 anos da minha vida sem trocar uma só palavra com meu pai, por mais que a cada minuto dos meus dias eu sentisse a enorme falta que ele me fazia, eu mão sei como voltei a falar com ele. Não sei porque hoje ele é tudo de mais sólido que eu tenho na minha vida.
Não sei porque eu bebo, nem porque eu fumo se eu não sinto nem vontade, não sei porque é difícil um fim de semana sem álcool e nicotina. Não sei porque não lembro de datas, até das mais importantes da minha vida... E não sei porque ainda não esqueci as que eu prometi pra mim que esqueceria. Eu não sei porque eu faço sofrer as pessoas que eu mais amo, nem sei porque eu reconheço isso e não sei porque eu não consigo pedir desculpas. Eu não sei porque não acredito em desculpas.
Eu não sei porque essas pessoas na minha vida. Eu não sei porque eu já tentei várias vezes mudar muitas coisas em mim, e não sei porque nada nunca mudou.
Olha eu nem sei porque eu sou assim, na verdade eu nem sei porque eu existo!
Mas é isso que eu sou: egoísta, indecisa, orgulhosa, dura, grossa e etc.
Eu sou assim, não pense que não pago um preço muito caro por isso.
Eu não sei me explicar, eu não quero me explicar, não quero responder mil perguntas, mesmo que eu faça trocentas milhões.
Eu não consigo não ser eu, eu não sei fazer isso, e eu te juro que eu já tentei.
Eu sou assim!
O preço que eu pago é a dor do reconhecimento, mesmo que sem ação.
Como é que se explica algo que não se entende?
Eu não sei porque me irrito, nem porque me acalmo. Não sei porque sinto saudade, nem porque me sinto sufocada. Não sei porque eu quero ficar sozinha, e nem porque eu entro em desespero quando sinto sua falta. Eu não sei porque eu brigo sem motivos, e nem porque eu amo sem motivos. Não sei porque tem dias que não aguento de saudade, nem porque enjoo tão fácil. Eu não sei porque eu ignoro e nem porque preciso de atenção. Não sei porque eu não aceito opiniões, e nem porque eu sempre peço e sigo todas elas. Eu não sei porque eu grito, não sei porque eu choro, não sei porque eu dou risada, não sei porque eu fujo, não sei porque eu sou carente, não sei porque sou auto-suficiente, não sei porque eu sou grossa, não sei porque sou frágil.... Eu não sei porque eu tenho tanto pânico de dormir quando não estou em casa, não sei porque durmo tão bem mesmo quando estou sozinha na minha cama, na minha casa. Não sei porque eu sinto falta dos meus amigos, não sei porque eu me afastei tanto deles. Eu não sei porque eu fui morar em Goiás, nem porque voltei de lá. Eu não sei porque eu fui pra Manaus, não sei porque eu voltei de lá, não sei porque eu sinto falta de tudo que deixei vivo por lá, não sei porque tudo morreu e não sei porque eu não fiz questão de replantar. Eu não sei porque não consigo dizer eu te amo pra minha mãe, não sei porque não dou espaço pra ela dizer. Eu não sei porque sinto ciumes e escondo tanto, não sei porque eu quase me mato quando tenho medo de perder pra alguém. Não sei porque eu tenho fé, não sei porque não confio. Não sei porque trabalho com isso, nem porque quando faço meu trabalho me sinto super feliz. Eu não sei porque choro de saudade das asas da minha mãe, não entendo meu desespero de não querer voltar pra lá. Não sei porque falo com tanta raiva da minha irmã as vezes, e mato e morro por ela sempre. Não sei porque passei 5 anos da minha vida sem trocar uma só palavra com meu pai, por mais que a cada minuto dos meus dias eu sentisse a enorme falta que ele me fazia, eu mão sei como voltei a falar com ele. Não sei porque hoje ele é tudo de mais sólido que eu tenho na minha vida.
Não sei porque eu bebo, nem porque eu fumo se eu não sinto nem vontade, não sei porque é difícil um fim de semana sem álcool e nicotina. Não sei porque não lembro de datas, até das mais importantes da minha vida... E não sei porque ainda não esqueci as que eu prometi pra mim que esqueceria. Eu não sei porque eu faço sofrer as pessoas que eu mais amo, nem sei porque eu reconheço isso e não sei porque eu não consigo pedir desculpas. Eu não sei porque não acredito em desculpas.
Eu não sei porque essas pessoas na minha vida. Eu não sei porque eu já tentei várias vezes mudar muitas coisas em mim, e não sei porque nada nunca mudou.
Olha eu nem sei porque eu sou assim, na verdade eu nem sei porque eu existo!
Mas é isso que eu sou: egoísta, indecisa, orgulhosa, dura, grossa e etc.
Eu sou assim, não pense que não pago um preço muito caro por isso.
Eu não sei me explicar, eu não quero me explicar, não quero responder mil perguntas, mesmo que eu faça trocentas milhões.
Eu não consigo não ser eu, eu não sei fazer isso, e eu te juro que eu já tentei.
Eu sou assim!
O preço que eu pago é a dor do reconhecimento, mesmo que sem ação.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Fria, dura e oca :)
E eu sabia que as palavras seriam disperdício...
O que eu não sabia que quem sonhava estava desse lado de cá.
Tentei manter os pés no chão, vejamos qual será o tamanho do tombo?
Proteger de pessoas, é dar as costas pra ti, sendo que a única que poderias me apunhalar.
Tinha combinado com a dor que ela não ia passar por aqui...
Ela desfez nosso trato, maldita nem se quer avisou!...
Achei que sinceridade era a forma mais linda de guardar pessoas.
Senti que ela também tem suas garras fortes. E vejam só quem é que deu as caras por aqui... 'Olá sinceridade. Achei que fosses mais bela, rs.'
E afinal,qual palavra você reconhece?
As unicamente ditas? Ou as únicas repetidas a pessoas diferentes?
Tentei te guardar. E continuar.
Mas existe um líquido, quente, cortante, que insistiu em sair de meus olhos nessa manhã.
E eu continuo sem saber porque. Só sinto.
Já sufoquei tanta coisa aqui dentro... Decidi não sentir mais!
O que eu não sabia que quem sonhava estava desse lado de cá.
Tentei manter os pés no chão, vejamos qual será o tamanho do tombo?
Proteger de pessoas, é dar as costas pra ti, sendo que a única que poderias me apunhalar.
Tinha combinado com a dor que ela não ia passar por aqui...
Ela desfez nosso trato, maldita nem se quer avisou!...
Achei que sinceridade era a forma mais linda de guardar pessoas.
Senti que ela também tem suas garras fortes. E vejam só quem é que deu as caras por aqui... 'Olá sinceridade. Achei que fosses mais bela, rs.'
E afinal,qual palavra você reconhece?
As unicamente ditas? Ou as únicas repetidas a pessoas diferentes?
Tentei te guardar. E continuar.
Mas existe um líquido, quente, cortante, que insistiu em sair de meus olhos nessa manhã.
E eu continuo sem saber porque. Só sinto.
Já sufoquei tanta coisa aqui dentro... Decidi não sentir mais!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Pra que o amor existe ?
O amor existe sim pra quem não sabe amar... porque quem não sabe amar esconde amor, o guarda num lugar tão profundo de si, que nem o próprio poderá alcançar, sendo assim esse amor se torna forte o bastante que ninguém conseguira substitui-lo. Tanto que as vezes nem o ser amado consegue percebe-lo.
Enquanto existe amor para os que sabem amar, porque esses sim amam tanto que distribuem amor a qualquer preço, para qualquer pessoa! Tão simples que qualquer palavra sem razão sentimental, e não mais que mera palavra se faz amor, que duas horas ou minutos são uma vida toda. Sendo assim esse amor é tão frágil que um sopro poderá apagar.
Ilusão de verdades?
Ou amores de mentiras?
;)
Enquanto existe amor para os que sabem amar, porque esses sim amam tanto que distribuem amor a qualquer preço, para qualquer pessoa! Tão simples que qualquer palavra sem razão sentimental, e não mais que mera palavra se faz amor, que duas horas ou minutos são uma vida toda. Sendo assim esse amor é tão frágil que um sopro poderá apagar.
Ilusão de verdades?
Ou amores de mentiras?
;)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Pesquisando meus sentimentos.
Fazia tempo que eu não sentia desespero.
Havia um tempo em que eu não sentia falta.
Até que eu tentei mudar os fatos.
Com medo do arrependimento,mas o fiz...
A mudança percorreu meu sangue, chegando ao peito vazio
Vazio do vazio, porque ele está preenchido, ou vazio ?
Por minutos tive raiva.
Mas lembrei que a culpa era minha.
E segundos eram dias naquela espera...
Como relâmpagos a memória me devolvia cobranças.
E o orgulho me calou com uma força tão bruta quanto um soco no estômago.
Senti ciumes, e eu gostei.
Me senti viva, quente!
A dor me deixava sem respirar...
Acabou? Era isso que você(eu) queria? E agora porque você (eu) vai questionar?
Era isso que eu queria. Amo medo. Suporto ciumes.
Tenho desespero da perda.
Não era isso que eu queria...
Tenho certeza, não, eu não quero te perder! Por favor fica...
Mas eu não disse mais nada.
Eu quero a dor? Ou amor?
Vazio? Medo? Solidão?
?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O que eu sinto agora.
Eu tenho tanta vontade de ver todas as pessoas livres de todo tipo de sentimento de posse. Porque eu tenho tanto medo do apego, sufoco e etc... é por isso que quando eu percebo cores diferentes em você, tenho que correr. Eu disse que não sou covarde e esqueci de escrever, que as vezes eu não sei explicar porque me cago de medo.
Só assim te protejo de mim,dessa dúvida que perturba, que eu sei.
Seriamos livres, nós íamos quando quiséssemos e viríamos quando quiséssemos. Seria lindo =)
Só assim te protejo de mim,dessa dúvida que perturba, que eu sei.
Seriamos livres, nós íamos quando quiséssemos e viríamos quando quiséssemos. Seria lindo =)
Dezembro.
Seguindo por ruas desconhecidas, minhas pernas deram passos por vontade própria, deixando a percepção longe de meus olhos. Minha mão ancorada ao guarda chuva como se ele me protegesse não só da garoa fina, mas também da solidão que me tirava a noção de espaço. Parei em uma esquina escura, tentando me localizar, passei os olhos ao meu redor e caminhei um pouco mais, já sabia onde eu estava, mesmo sem querer chegar até ali, porque eu me perdi em pensamentos ao longo do caminho, tanto que nem consigo lembrar como foi que cheguei.
Subo a escada de uma padaria, procurando algo pra comer só por comer.
Chegando naquele quarto quente, pude sentir o ar passeando na minha pele fria. Deixo as sacolas, a bolsa, e me deixo também sobre a cama... O que eu penso, o que me tira desse mundo eu já não sei, mas meu corpo não responde mais, minha vontade era ficar paralisada ali por horas.
Passei a mão naquela caixa, mal sabia que ali eu tinha guardado aqueles papeis velhos, que foram tocados pela primeira vez a 7 anos atrás... Eu li, reli, e eu pude sentir cada palavra, como se eu estivesse 7 anos mais nova, naquela casa, naquele quarto. Relembrei quanto doeu, quanto fui feliz.... Enfim voltei num suspiro misto de alegria e desespero, percebi que o tempo voa, as pessoas se vão, que eu estou mais velha.... E percebi o quanto todas essas pessoas mudaram.
Chorei e chorei demais, como se cada lágrima trouxesse cada pedaço que doei, junto dessas pessoas. Porém cada lágrima caia me rasgando simplesmente porque eu percebi, nunca mais nada do que levaram de mim poderá voltar, assim como todas as pessoas que se foram... Chorei mais dolorosamente quando percebi que algumas que permanecem hoje, vão seguir também.
Conversei por muito tempo comigo, tentei me acalmar, percebi que não importa quantas pessoas vão passar, quantas pessoas vão vir, todas elas estarão comigo e serão presente na minha mente. Eu sei que não é por acaso. Eu sei!
Subo a escada de uma padaria, procurando algo pra comer só por comer.
Chegando naquele quarto quente, pude sentir o ar passeando na minha pele fria. Deixo as sacolas, a bolsa, e me deixo também sobre a cama... O que eu penso, o que me tira desse mundo eu já não sei, mas meu corpo não responde mais, minha vontade era ficar paralisada ali por horas.
Passei a mão naquela caixa, mal sabia que ali eu tinha guardado aqueles papeis velhos, que foram tocados pela primeira vez a 7 anos atrás... Eu li, reli, e eu pude sentir cada palavra, como se eu estivesse 7 anos mais nova, naquela casa, naquele quarto. Relembrei quanto doeu, quanto fui feliz.... Enfim voltei num suspiro misto de alegria e desespero, percebi que o tempo voa, as pessoas se vão, que eu estou mais velha.... E percebi o quanto todas essas pessoas mudaram.
Chorei e chorei demais, como se cada lágrima trouxesse cada pedaço que doei, junto dessas pessoas. Porém cada lágrima caia me rasgando simplesmente porque eu percebi, nunca mais nada do que levaram de mim poderá voltar, assim como todas as pessoas que se foram... Chorei mais dolorosamente quando percebi que algumas que permanecem hoje, vão seguir também.
Conversei por muito tempo comigo, tentei me acalmar, percebi que não importa quantas pessoas vão passar, quantas pessoas vão vir, todas elas estarão comigo e serão presente na minha mente. Eu sei que não é por acaso. Eu sei!
Assinar:
Postagens (Atom)